11 de julho de 2010

há um silêncio intenso na minha alma.



 Hoje me sinto um pouco vazio, acredito que nunca conseguirei me acostumar quando esta sensação surge, e se espalha dentro de mim. 
Apesar de todo um barulho por fora , há um silêncio intenso na minha alma.
há uma concentração de nada , sem transformações e nem mudanças espontâneas , apenas o nada .
o som oco o qual vem de dentro retumba nas paredes do meu ser e me deixa quieto, pensativo e relutante a qualquer forma de afeto.A única coisa a qual eu necessito é ficar sozinho, reflexivo, enveredando pela minha mente perdida e divagante, quando eu me sinto assim é por que algo está errado, bem lá no fundo eu sei que há um mancha embaraçosa e um elo perdido em todo este desabor, neste domingo ensolarado e de céu limpo, mas, cinza e opaco no meu território, a televisão parece ser uma boa pedida e assistir vídeos de músicas do passado trazem uma certa nostalgia, logo há essa febre de tudo, logo uma certa tristeza brota no meio do peito e se instala rapidamente no coração, e os pensamentos não param, tudo vem a tona, desejos esquecidos, segredos latentes, misturas de antigas dores e paixões loucas, erros intermináveis.Nisso tudo há uma espera de um certo acontecimento, um acontecimento o qual poderá mudar tudo, mudar o meu dia, minha tarde e minha noite, uma esperança que nunca morre, apenas reaviva-se com o passar das horas, então, por fim entendo que preciso me resguardar e não agir em um momento de tamanha fragilidade, estou inflexível, e, com ares de esquecimento, não estou em mim.

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